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CORONAVÍRUS
MS é o 2º estado do país com maior incidência de síndrome respiratória por Covid-19
Secretário de Saúde liga o alto índice à transparência do Estado na disponibilização de dados
17 FEV 2021
Correio do Estado
09h30


Mato Grosso do Sul é o segundo estado do país com maior incidência de síndrome respiratória por Covid-19 - Arquivo/Correio do Estado
De acordo com boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, Mato Grosso do Sul é o segundo estado do país com maior incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19. São 36,95 vítimas a cada 100 mil habitantes.

Os dados foram contabilizados entre as semanas epidemiológicas 8 de 2020 e 5 de 2021, período que compreende os dias 26 de fevereiro de 2020 a 6 de fevereiro de 2021. 

Só neste intervalo, foram notificados em todo país 708.753 casos de SRAG por covid-19 no sistema de informação do Ministério (SIVEP-Gripe).

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O Estado só perde para o Amazonas, que possui 101,91 a cada 100 mil habitantes. Depois de Mato Grosso do Sul está São Paulo (35,96), Sergipe (35,02), e Rio Grande do Sul (29,59) e Paraná (28,18).

São 1.038 pacientes hospitalizados com a SRAG por Covid-19 em Mato Grosso do Sul, 483 por doenças não especificadas, 2 por Influenza, 4 por outros agentes etiológicos e 422 em investigação.

Em relação a mortalidade, o Estado fica em quarto lugar no ranking de maior incidência, 7,65 óbitos por SRAG por Covid-19 a casa 100 mil hab.

Procurado pelo Correio do Estado, o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende afirmou acreditar que o índice é consequência da transparência de Mato Grosso do Sul em relação à disponibilização dos dados.

"Somos um estado que não esconde dados e informa os dados reais. Temos absoluta certeza disso sobre qualquer doença no estado", disse.

SRAG
O médico infectologista, pesquisador da Fiocruz e professor da UFMS, Rivaldo Venâncio explicou que a a SRAG são quadros clínicos graves envolvendo o aparelho respiratório, com pneumonias. Ela é causada por vírus, seja ele o coronavírus (Sars-CoV-2), o H1N1, ou outros.

No Estado, ela é definida quando o indivíduo hospitalizado tem febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta que apresente dispneia – falta de ar, esforço respiratório, aumento da frequência das incursões respiratórias por minuto –, saturação periférica de oxigênio menor do que 95% ou ainda desconforto respiratório.

Em maio de 2020, quando a incidência do coronavírus ainda era baixa em Mato Grosso do Sul, os índices da SRAG aumentaram em 75%. Enquanto em 2019 foram registrados 358 casos, 2020 já chegou a 1.379.